texto

Construção e utilização de textos-padrões como instrumento de registro na avaliação inicial: a experiência da unidade de Consolação- Vitória

13.11.2017 , Vitória/ES

Construção e utilização de textos-padrões como instrumento de registro na avaliação inicial: a experiência da USF Consolação, Vitória-ES

Autores

Amanda Kenup Coser - Acadêmica de Enfermagem da Universidade Federal do Espírito Santo ( Ufes)- Centro de ciências da Saúde ( CCS) - Depto Enfermagem.

Welington Serra Lazarini –Enfermeiro da USF de Consolação-Secretaria Municipal de Saúde de Vitória (Semus)- Supervisor de Estágio Curricular I.

Luzimar Santos Luciano – Profª orientadora do Estágio Curricular I- Depto de Enfermagem-CCS/Ufes

Apresentação- Em caso imprevisto de vulnerabilidade da saúde, a demanda espontânea na USF deve ser recebida por profissionais com capacidade de analisa-las, sob certo grau de resolução e respaldo para acionar as probabilidades de cuidado no tempo e modo, de acordo com a necessidade dos usuários do serviço.Pretendeu-se construir com esse trabalho um modelo de roteiro a ser instalado nos “login’s” de dois auxiliares de enfermagem, a serem utilizados durante a coleta de dados da Demanda Espontânea na Avaliação Inicial, baseado nos vinte e um fluxogramas dos problemas de saúde abordados no Protocolo de Acolhimento para Avaliação Inicial nas Unidades de Saúde - Prefeitura de Vitória, 2004. Desta forma, através da escuta qualificada, a queixa principal da pessoa é analisada pelo auxiliar de enfermagem, que então escolhera um roteiro do fluxograma mais adequado para o problema de saúde em evidência.

Metodologia – Trata-se de um projeto de intervenção da disciplina de estágio curricular I do curso de graduação em enfermagem da Ufes realizado na unidade de saúde da família do território de Consolação em Vitória-ES. A opção “Área de Trabalho” na Rede Bem Estar possibilita o acesso a opção “Prontuário”, na qual os profissionais de saúde podem evoluir os pacientes. Dentro da “caixa de texto” da opção “Prontuário” o profissional pode acessar a ferramenta “Texto Padrão”, onde é possível estruturar roteiros contendo informações essenciais para coleta de dados durante o atendimento ao paciente.

Através da utilidade citada da ferramenta “Texto Padrão”, foram implantados os roteiros construídos para os sinais e sintomas dos problemas de saúde abordados no Protocolo de Acolhimento para Avaliação inicial nas Unidades de Saúde – Vitória, 2004. Esses roteiros foram constituídos de três etapas: a primeira consta o “Histórico” com possíveis sinais e sintomas referentes a queixa principal do paciente; a segunda etapa disponibiliza os “Sinais de Alerta” para o problema de saúde que estiver em questão, as duas primeiras etapas possuem a opção de marcação de “ () SIM OU () NÃO ” na frente de cada sinal e sintoma; já a terceira etapa permite um campo “Outras Queixas”, onde o avaliador poderá acrescentar informações que não constam no roteiro, mas que julgue importante na fala do paciente.

Inicialmente houve uma conversa com dois auxiliares de enfermagem da USF , com intuito de relatar a proposta de intervenção e conhecer a opinião quanto a utilidade da mesma e as dificuldades da prática na Avaliação Inicial.

Resultados e Análise- Foi realizado conversa com os dois auxiliares de enfermagem, que tiveram instalado em seu “login” os roteiros dos fluxogramas, para compreender as limitações do uso da ferramenta. Eles justificaram o uso diminuído levando em conta principalmente o tempo curto para quantidade de atendimentos a serem realizados pela manhã, além de sentirem-se pressionados por outros profissionais e pelos próprios pacientes que ficam a espera na porta. Outro ponto exposto, foi o fato de que o atendimento é realizado a dois pacientes ao mesmo tempo, um ponto negativo, visto que algumas perguntas dos roteiros podem expor a situação de saúde do indivíduo, ferindo sua privacidade.

Ao passo que referiram as limitações, também mencionaram pontos positivos. Alegaram que os roteiros de fluxograma “norteiam” as perguntas que devem ser feitas ao paciente; direcionam o atendimento dos auxiliares que não possuem rotina na Avaliação Inicial; é facilitador para aprendizagem de acadêmicos de enfermagem e medicina que procuram entender o fluxo da Avaliação Inicial; o atendimento passa a ser respaldado em um Protocolo preparado pela Prefeitura de Vitória; desejam não permitir que a ferramenta caia em desuso, mesmo que seu uso seja diminuído.

Considerações- O projeto de intervenção realizado na assistência teve como proposta melhorias para o processo de trabalho, de modo que os auxiliares de enfermagem conduzissem seus atendimentos de maneira ágil, com embasamento teórico, com qualidade, segurança e consciência da importância de potencializar o protocolo disponível. Ainda que as dificuldades apontadas sejam limitadoras do uso da ferramenta, verifica-se empiricamente que para os auxiliares o uso é importante, que não será erradicado e que a proposta do projeto foi compreendida.

Referências

1.PMV- Acolhimento e avaliação inicial nas unidades de saúde. SEMUS-Prefeitura de Vitória; Secretaria de Saúde, 2004.89p.

2.BRASIL. Ministério da Saúde. Cadernos de Atenção Básica. Acolhimento à demanda espontânea, nº 28, volume I. Brasília, Ministério da Saúde, Secretária de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica, p.19-21,2011.


Compartilhe essa História

Comentários

Histórias Relacionadas

Mais Histórias (1)

Revisitando as práticas dos auxiliares de enfermagem nas visitas domiciliares: uma experiência na unidade de saúde de Consolação- Vitória

Revisitando as práticas dos auxiliares de enfermagem nas visitas domiciliares: uma experiência na unidade de saúde de Consolação- Vitória