texto

RELATO DA EXPERIÊNCIA COM GRUPOS ARTETERAPÊUTICOS ENQUANTO PROPOSTA DE TRABALHO PSICOSSOCIAL DO SUS NO MUNICÍPIO DE PORTO VITÓRIA

08.09.2017 , Porto Vitória/PR

Caracterização do Problema: Segundo a política de saúde mental brasileira, as intervenções realizadas pelos profissionais de saúde devem qualificar as condições do sujeito, não simplesmente se restringir à cura de doenças. Vítimas de violência, abuso de álcool e outras drogas, e outros sofrimentos mentais foram acompanhados em práticas de arteterapia, como alternativa em busca da qualidade de vida. Fundamentação Teórica: Segundo o Caderno de Atenção Básica , “à saúde mental não está dissociada da saúde geral” (BRASIL, p. 11) e por isso, o

sofrimento mental muitas vezes está presente em queixas somatizadas, disfarçadas de doenças. O Ministério da Saúde afirma que “O maior desafio dos serviços de Saúde é cuidar daqueles que estão doentes sem sofrer e dos que sofrem sem estar doentes” (BRASIL, p. 89). A portaria nº 849/2017 regulamentou a arteterapia dentro da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares . Um projeto terapêutico é um plano de ação composto por um conjunto de intervenções que seguem uma intencionalidade de cuidado integral. Tommasi (apud Leloup) considera que a Arteterapia têm a mesma função que a respiração, é uma ponte entre o mundo interno e mundo externo da pessoa. (p.30). Descrição da

Experiência: O trabalho foi desenvolvido nas práticas de arteterapia, e dividido em dois grupos semi-abertos, um deles para adolescentes de doze a dezessete anos, e o outro para adultos a partir de dezoito anos de idade, em estado de sofrimento mental. As buscas pela demanda foram feitas através da equipe pedagógica do Colégio Estadual para os adolescentes, e pela Estratégia da Saúde da Família para

os adultos. As atividades iniciaram em junho do ano de dois mil e dezesseis, com objetivo de trabalhar corpo e mente de forma intrínseca. Efeitos Alcançados: Houve grande aderência pela população, e a procura pelo serviço continua crescente. Segundo os dados do SINASC, o número de mães adolescentes em relação ao ano passado, caiu em mais de treze por cento. As atividades colaboram para a elaboração de conteúdos internos, alívio de tensões e para prática da reciprocidade. Recomendações: Como o trabalho terapêutico demanda de tempo necessário para completar processos, hoje há fila de espera para o ingresso nos grupos. Ainda há a necessidade de trabalho arteterapêutico com crianças menores de doze anos, e com os transtornos mentais severos. Implantar a arteterapia pode contribuir de maneira positiva nas ações de promoção à saúde.

Trabalho apresentado na 3ª Mostra Paranaense de Trabalhos de Pesquisa para o SUS.


Compartilhe essa História

Comentários

Histórias Relacionadas

Mais Histórias (1)

GRUPOS DE ARTETERAPIA COMO ALTERNATIVA DE TRABALHO PSICOSSOCIAL NO NASF

GRUPOS DE ARTETERAPIA COMO ALTERNATIVA DE TRABALHO PSICOSSOCIAL NO NASF