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Violentar não é forma de amar

03.04.2018 , Belém de São Francisco/PE

Venho agora através destes versos

Pedir um minuto de atenção

Para apresentar-lhe um problema

Que ocorre em toda nação

Que se alastrou em toda parte

E atingiu o sertão.

Esse mal se chama violência

Em específico contra a mulher

Que é um ser tão doce e frágil

Mas muito bravo quando quer

Que lutando por seus direitos

Chega onde quiser.

A mulher sertaneja é obstinada

Forte como um mourão

Luta com muita garra

Enfrenta a seca do sertão

Mas quando se trata de sentimento

Não usa muito a razão.

A violência não destaca cor

Nem raça, muito menos religião

A melhor forma de combatê-la

É através da prevenção

É efetuando denúncias se houver a infração.

Denunciar é preciso

Mesmo quando for um palavrão

Não espere piorar a situação

Tome logo a decisão

Isso lhe fará bem e lhe dará a libertação.

O homem sertanejo é esperto

Forte como ele só luta com touros bravos

Mas em mulher não da nó

Se ele lhe agredir

Você não pode ter dó.

Porque agressão inicia ao falar

Com o tempo vem a se concretizar

E depende do agressor

Ele pode até te matar

Mas existe a Lei Maria da Penha

Para esse ser penalizar.

A mulher do sertão é formosa

Mesmo com vestido de chita

Sabe se enfeitar perfeitamente

Com qualquer laço de fita

Mas tudo fica mais perfeito

E ela ainda mais bonita

Se aprendesse a denunciar

Quando for agredida.

Mandacaru resiste a seca

sem receber um pingo de chuva

A mulher que é guerreira

Nunca desiste da luta,

Responde as agressões

Fazendo a denúncia.

Eita mulher valente

Que luta com sabedoria

No agreste ou no sertão

Em Pernambuco ou na Bahia

Mesmo sendo agredida

Tem coragem no outro dia

E levanta bem cedinho

Pra cuidar da sua cria.

Esse tema é tão complexo

Que sobra e falta assunto,

Nas mudanças tem que ocorrer

E de um jeito bem profundo,

Porque a mulher merece respeito

Em qualquer lugar do mundo.


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